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30 anos de existência​...

A Universidade da Madeira (UMa) assinala, em 2018, 30 anos de existência​, sendo a Instituição de Ensino Superior Público mais jovem de Portugal​. Actualmente, a UMa possui uma oferta formativa variada, em diversas áreas e ciclos de estudo, mas enfrenta desafios e constrangimentos que, não obstante serem transversais a outras Instituições de Ensino Superior Público Português, acentuam-se devido à sua localização insular.



31 desafios...

Projectar a UMa para o futuro passa, também, por reflectir sobre o passado e o presente, e discutir, em conjunto, questões tão importantes e variadas que denominámos Os 31 Desafios, pois haverá sempre mais um a integrar essa discussão. São matérias complexas e que correspondem a desafios, em muitos casos, geracionais. Mais do que assinalar o inegável contributo que a UMa deu à sua região, celebrar os seus estudantes, alumni e o corpo docente e não docente, pretendemos promover o diálogo e incentivar o pensamento em torno desses desafios e de outros que sejam integrados.



+ 31 personalidades...

Dentro das actividades que servirão para assinalar os 30 anos da UMa, convidámos várias personalidades regionais e nacionais para reflectirem sobre o que entendemos serem os desafios para o Ensino Superior Português. Esses contributos servirão, entre outras acções, para publicação de uma obra, que reunirá os artigos produzidos e deixará o registo da realidade do Ensino Superior Português, em 2018, propondo uma reflexão e a superação desses desafios.

Desafios

Apoio social

Paulo Ferraz (Instituto Politécnico do Porto).


A temática da acção social reveste-se de grande importância, especialmente num momento em que as Instituições de Ensino Superior enfrentam desafios à escala global, nacional e regional. Quais serão as estratégias de Acção Social adequadas à contemporaneidade do Ensino Superior português?

Avaliação

Liliana Rodrigues (Eurodeputada do Parlamento Europeu).


A avaliação é um tema que causa polémica por ser uma ferramenta que permite identificar problemas, progressos e pontos a serem trabalhados durante o processo ensino-aprendizagem. Mas quem deve ser avaliado? O aluno, o professor, ou ambos? Como?

Autonomia e gestão das Instituições de Ensino Superior

Margarida Mano Tavares (Universidade de Coimbra).


Em 2017, assinalaram-se dez anos da entrada em vigor do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES). Este será um bom momento para se iniciar um balanço da sua aplicação e das suas consequências no Ensino Superior português.

Comportamentos aditivos

Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD).


As novas vivências da condição de estudante do Ensino Superior, mais competitivas e stressantes considerando a incerteza futura, pode consubstanciar-se em determinados comportamentos de risco, que podem comprometer a saúde presente e/ou futura do jovem. Que tipo de intervenção deverá ser tida em conta na prevenção e sensibilização para esta problemática?

Cultura de Honestidade no Ensino Superior

Paulo Peixoto (Universidade de Coimbra).


Fraude e plágio académico, as suas variantes e dimensões, bem como as suas causas e consequências devem integrar o escrutínio e a discussão, pois, apesar de terem sido criados alguns mecanismos para os detectar, estes ainda não consubstanciaram na criação de uma verdadeira cultura de integridade no Ensino Superior.

Desporto

Daniel Monteiro (Presidente da Federação Académica do Desporto Universitário).


Discutir os modelos de desenvolvimento desportivo e os programas e estratégias de promoção da actividade física e desportiva no Ensino Superior é fundamental, se considerarmos que projectar o futuro do desporto português passará também pelo movimento associativo do Desporto Universitário.

Estudantes não tradicionais no Ensino Superior

António Almeida (Universidade do Algarve).


A existência dos estudantes não tradicionais, normalmente em minoria e cuja participação se encontra limitada por factores estruturais, são testemunho da diversidade crescente dos estudantes universitários. Considerá-los alunos como os demais, impede a criação de medidas concretas que visem o sucesso dos estudantes em geral e dos estudantes não tradicionais em particular.

Financiamento

Gonçalo Velho (Presidente do Sindicato Nacional do Ensino Superior).


O financiamento do Ensino Superior é um longo caminho que necessita de ser trilhado por forma a optimizar recursos e a equilibrar as finanças das instituições, efectuado com base em critérios, indicadores de desempenho e valores padrão relativos à qualidade e à excelência do ensino. Será mesmo desta forma?

Perspetivas de género

Catarina Sales de Oliveira e Amélia Augusto (Investigadora ISCTE-IUL e Universidade da Beira Interior).


As Instituições de Ensino Superior, locais onde se formam cidadãos e profissionais, devem contribuir para a igualdade de género, fundamental aos direitos humanos. Apesar da consciência global do valor da sua construção para o desenvolvimento social e económico do país, a implementação de perspectivas de género no Ensino Superior ainda tem um longo caminho a percorrer.

Praxe

Elísio Estanque (Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra).


Ou se ama ou se odeia. Na praxe, não há meio termo. Falar de praxe é falar da violência tradicionalmente associada a estas práticas, das tensões e da conflitualidade que, ao longo dos séculos, marcaram as relações entre a elite estudantil e a comunidade local e da sua possível conexão com os múltiplos movimentos socioculturais, musicais e políticos, que marcaram sucessivas gerações.

Propinas

Luís Monteiro (Deputado da Assembleia da República).


O argumento das propinas é frequentemente utilizado para mascarar problemas sérios que se colocam aos estudantes e suas famílias de que são exemplo a falta de qualidade do ensino e o parco apoio social. O ideal seria estabelecer um ensino gratuito que assegure a democratização do acesso e da frequência na formação superior. Haverá forma? Perguntamos...

Questões de Género

Teresa Alvarez (Presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género).


A estrutura de emprego em Portugal é altamente feminizada, mas também altamente segregada segundo o sexo. A crise e as políticas destinadas ao seu combate produziram alterações no mercado de trabalho, de modo diferente em mulheres e em homens, e contribuíram para uma reversão nos progressos e conquistas de igualdade e regimes de bem-estar encetados nos últimos anos.

Saúde

Armando Silva e Irma Brito (Escola Superior de Enfermagem de Coimbra).


Iniciativas de promoção da saúde protagonizadas por (e nas) Instituições de Ensino Superior tornam-se fundamentais, se tivermos em consideração que em cada uma delas coabitam e interagem discentes, docentes e funcionários, bem como a comunidade exterior, que recorre aos seus serviços ou com a qual interage. As Instituições de Ensino Superior portuguesas, saudáveis e promotoras de saúde serão aqui escrutinadas.

Sustentabilidade

Ana Carla Madeira, Carlos da Costa e João Falcão e Cunha (Universidade do Porto).


A sustentabilidade é um conceito trazido ao debate na última década. Algumas Instituições de Ensino Superior viram-se obrigadas a seguir o caminho da sustentabilidade e, enquanto agentes de disseminação do conhecimento, começam desempenhar um papel activo e fundamental na sua promoção.

Tecnologia no Ensino Superior

António Andrade (Universidade Católica Portuguesa).


As mais variadas formas de tecnologias tomaram conta de tudo e de todos, sem excepção. Para a melhoria do processo de ensino e de aprendizagem e para a promoção do sucesso académico, a universidade e o professor universitário não podem fechar os olhos a esta realidade, que de nova tem muito pouco. Uma universidade obsoleta atrairá o estudante?

Trabalhador-estudante

Hugo Dionísio (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses — Intersindical Nacional).


Enquanto há jovens que trabalham para conseguir pagar os estudos, há outros que apenas atribuem importância à universidade quando já se encontram inseridos no mercado de trabalho. Muitos são os que integram as universidades beneficiando deste estatuto especial, mas muito ainda haverá a fazer para exponenciar os números dos trabalhadores-estudantes nas universidades portuguesas.

(Sub)Financiamento do Ensino Superior

Ricardo Cabral e Marlene Teixeira (Universidade da Madeira).


No presente, o ensino superior público debate-se com graves problemas.As instituições de ensino superior públicas, como muitas outras entidades e infra-estruturas públicas do país noutras áreas de actividade igualmente importantes, definham lentamente e em relativo silêncio, distante da opinião pública, sem que os seus responsáveis consigam mobilizar forças e a opinião pública para inverter esta situação. A ver vamos se há visão e ambição para voltar a investir no futuro do ensino superior do país!

Competência emocional no Ensino Superior

Helena Marujo (Universidade de Lisboa).


O ingresso no Ensino Superior é uma transição que corresponde a uma fase desenvolvimental do jovem, onde este é confrontado com a necessidade de se tornar competente, de gerir as emoções, de desenvolver a autonomia e a independência, de desenvolver relações interpessoais maduras e de definir objectivos de vida. É um momento crítico que pode ser trabalhado através do desenvolvimento de competências emocionais.

Sexualidade

Henrique Pereira e Natália Pacheco (Universidade da Beira Interior).


A socialização dos indivíduos na área da sexualidade resulta da intervenção de diferentes actores sociais em todos os contextos de vida, desde o contexto familiar, ao grupo de pares, os meios de informação, até aos meios mais formais como a escola e a universidade. Como se pode caracterizar a sexualidade dos jovens estudantes portugueses? Quais os comportamentos, atitudes e crenças destes jovens?

Que Universidade para o séc. XXI

Idalina Sardinha (Universidade da Madeira).


Projectar o Ensino Superior para o futuro passa por reflectir sobre o passado e o presente, mas, e acima de tudo, passará pela capacidade de se reinventar encarando de frente os novos desafios que se lhe colocam, globais e locais. Na hora de perscrutar a Universidade, urge provocar.

A Excelência na Universidade

Germano Borges (Universidade do Minho).


A excelência no ensino superior e o seu significado é hoje menos uma qualidade notável de um trabalho académico e mais uma virtude organizacional de universidades dinâmicas e empreendedoras. Talvez seja o momento dos académicos em Portugal refletirem sobre as suas práticas diárias na Universidade, se estão ou não alinhadas por motivos de sobrevivência académica com o quadro performativo vigente.

Integração no Ensino Superior

Diana Dias (Universidade Europeia).


Apesar das vicissitudes do percurso escolar, o Ensino Secundário acolhe um número considerável de adolescentes/jovens adultos que, por um processo em tudo idêntico à seleção natural de espécies, integram a "elite dos sobreviventes" do percurso desenvolvimental proporcionado pela comunidade escolar que até aí integraram. E a uma seleção ainda mais exigente, sobreviverão um número ainda mais restrito que obtém, deste modo, o passaporte para uma nova transição: a entrada no Ensino Superior.

Mobilidade Internacional e o Ensino Superior

Joana Godinho (Directora da Agência Nacional Erasmus+ Educação e Formação).


A mobilidade dos estudantes do Ensino Superior tem vindo a crescer de uma forma gradual e sistemática ao longo dos anos. O Erasmus tem participado ativamente na internacionalização do Ensino Superior em Portugal, e o seu sucesso é sentido no setor. Uma reflexão sobre os últimos 30 anos do Ensino Superior implica, necessariamente, uma reflexão sobre a importância e o papel do Erasmus no apoio, crescimento e internacionalização deste setor.

Desafios da Educação Inclusiva

Rafael Santana Hernandéz e Rosa Marchena Gómez (Universidad de Las Palmas de Gran Canaria).


Como se deduce de su propio nombre, la inclusión es una cuestión vital, no sólo algo para hacer en las horas de clase, de las nueve a las cinco, sería una manera de vivir mejor, vivir juntos, dar la bienvenida a lo extraño, ser de nuevo uno solo. En coherencia con lo anterior, la educación inclusiva se convierte en sinónimo de educación para todos.

Inserção profissional de jovens diplomados

César Augusto Lima Morais (Universidade de Lisboa).


Procurar identificar e problematizar eventuais (dis)semelhanças na evolução da situação profissional dos jovens graduados residentes na Região Autónoma da Madeira (RAM) e os que residem no Continente é uma monitorização que se justifica uma vez que as particularidades desta região insular da denominada ultraperiferia europeia podem matizar ou, pelo contrário, agudizar as tendências verificadas para o conjunto de graduados em Portugal.

A Ciência e a Fé

José Luís Rodrigues (Diocese do Funchal).


A ciência não é uma fé, a fé nunca pode ser ciência., mas ambos os caminhos buscam a verdade. Fé e Ciência encontram-se no caminho da busca e completam-se lá na curva do Mistério. Umas vezes desvenda algo sobre Ele, outras O adensa e outras O perde. Mas, basta que nunca falte a ambas as possibilidades para o entendimento, a paz e a vontade de caminhar sempre.

O Ensino Doutoral

Patrícia Santos (ISCTE-IUL).


O ensino doutoral tem ganho uma atenção sem precedentes como parte de uma ampla agenda social e política para modernizar o ensino superior, o sistema científico e o sistema de inovação. Por essa razão, o ensino doutoral está sob pressão para redefinir-se, oferecendo também oportunidades para a academia refletir sobre este nível de ensino, as suas direções e objetivos. Este texto pretende contribuir para o debate, assumindo que esta é também uma lente para entender as mudanças que têm ocorrido nas universidades.

Barreiras Informais de Acesso ao Ensino Superior e à Mobilidade Social

Carlos Vieira e Isabel Vieira (Universidade de Évora).


Portugal registou a partir dos anos 70 do século passado acentuadas melhorias na expansão e democratização do ensino superior. Apesar dessa evolução globalmente muito positiva, o país continua, contudo, a enfrentar desafios particularmente relevantes neste domínio, como o aumento da taxa de participação da população até aos 34 anos e o reforço do efeito promotor de mobilidade económica e social da formação superior.

Sucesso, insucesso e desistência no Ensino Superior

Maria Manuel Vieira (Universidade de Lisboa).


Os números da revista Análise Social de 1968 e 1969 dedicados à Universidade Portuguesa constituem um marco inquestionável na bibliografia nacional sobre o ensino superior. Cinco décadas mais tarde, justamente no momento em que os valores do insucesso e do abandono no ensino superior alcançam proporções mais modestas, ), estes fenómenos assumem paradoxalmente a forma de problema social – ou mesmo de alarme social, alimentado pelos media. O que terá provocado esta mudança de paradigma?

Juventude

David Gomes (Director Regional de Juventude e Desporto).


A relevância que tem sido dada à Juventude, numa perspetiva global tem sido determinante para garantir os seus direitos fundamentais, enquanto cidadãos. Há, no entanto, ainda muito por fazer neste setor em constante mudança e transformação, características muito próprias desta faixa etária. Assim, importa acima de tudo, analisar toda a herança do passado, refletir o presente e definir novos horizontes.

Cidadania

João Pedro Vieira (Vereador na Câmara Municipal do Funchal).


Durante a última década, ao mesmo tempo em que enfraqueceram os mecanismos tradicionais de participação, ganharam espaço novos mecanismos, mais informais e porventura hoje mais abertos à intervenção de todos. A construção de uma cidadania progressivamente mais capacitada, mais participativa e mais responsável, baseada em valores transversais da vida em comunidade, requer de todos nós a implementação de soluções capazes de enfrentar as exigências do presente e de construir um futuro melhor.

Juventude

Hugo Carvalho (Conselho Nacional da Juventude).


Ninguém compreende melhor a vida de cada jovem do que alguém também jovem, e cada jovem é diferente e único. O trabalho de quem trabalha com as novas gerações é assim muito diverso em si: fugindo das tendências de generalização ou de identificar comportamentos e características maioritárias com a totalidade da população jovem, temos de perceber de que forma cada jovem vê concretizados os seus direitos hoje, para que possamos identificar algumas prioridades da juventude portuguesa, construindo uma sociedade melhor para amanhã. Logo, o grande desafio da juventude é reivindicar o seu presente, para assim poder escolher o seu futuro.

Pessoas, Território e Conhecimento

Maria Fernanda Rollo (Universidade Nova de Lisboa).


Surge, de forma cada vez mais ampliada e generalizada, a evocação da relevância do investimento no ensino superior e no conhecimento, em geral, como fatores de aprofundamento da democracia e de promoção do bem-estar coletivo. É um desafio, com certeza dos mais complexos e decisivos que Portugal terá pela frente, e é de tal monta e importância que não permite desvios nem distrações, só podendo ser superado com a participação de todos.

A Apresentação!

A apresentação da obra 31 Desafios do Ensino Superior terá lugar no dia 10 de Abril (Quarta-feira). A apresentação será num formato diferente do habitual pois, no seguimento de um desafio à TSF-Madeira, esta terá lugar numa emissão especial, em directo, entre as 17:00 e as 18:30, a partir do auditório do Colégio dos Jesuítas do Funchal.

Contamos com a sua presença!






Os 31 Desafios é uma acção do programa Universitas, desenvolvido pela Académica da Madeira, que congrega a oferta de acções de acolhimento, de acompanhamento e de inserção na vida activa dos futuros, actuais e antigos estudantes universitários. Assente na transmissão de valores, na construção de oportunidades e na valorização da cidadania, desenvolvemos várias iniciativas que espelham a raiz latina do conceito de universalidade, de totalidade, de companhia e de associação do vocábulo universitas.